|
Passados
quase 23 anos sobre a invasão de Timor Leste pelas forças militares do governo fascista
da Indonésia, o povo maubere continuou a sofrer o genocídio a que Suharto teimou
ferozmente condená-lo. Os timorenses, por cada gota de sangue derramada, por cada queda acontecido, crescem e levantam-se com mais força, com a certeza mais certa de que têm muito de dignidade e de cultura a defender, a preservar. Em termos de forças militares no terreno, a uma militarização crescente por parte da Indonésia contrapôs-se uma guerrilha numericamente escassa. Foi o medo da grande potência perante a força de quem resiste. A força advém do individual e do colectivo e é, incontestavelmente, alimentada e sustentada por Xanana Gusmão, como alguém diz. Xanana atravessa as grades da prisão, não se submete; ninguém consegue filtrar-lhe a visão por malhas de ferro. Actualmente, e, sem dúvida, muito por via de Timor, a contestação ao regime herdado de Suharto, a nível internacional e dentro da Indonésia, pela primeira vez, deixou de ser abafada por quem nisso tinha interesse. Estão fortemente abalados os poderes políticos e económicas. Ergue-se ali a bandeira dos direitos humanos, nos 50 anos da proclamação da Declaração Universal. Convictos da justeza da luta do povo maubere o 54º Sínodo da IIEPP aprova o seguinte:
Figueira da Foz, Junho de 1998 |